quarta-feira, 8 de junho de 2011

Desabafo

Estas só - senhorita.
Completamente só nesta terra.
Doce terra a qual não te acolherá
Até o último dia de tua vida.
Prende-te em vastas emoções
Longínquas ilusões
Que serão tua luz antes do amanhecer.
Sorria para a pequena alegria que te cerca.
Mais passageira que ela, só o tempo
Minutos já são horas
Horas já são dias
Dias intermináveis que hão de acabar
Brevemente teu corpo cairá
Dando fim ao abismo em teu peito
Sombria te sentirás
Mas ainda sim feliz
Pois a morte que te cerca
Será a certeza de uma felicidade sem limites
A certeza perfeita
De nunca mais sofrer as dores mundanas.


Sophie

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Mantando aula...

        Ultimamente ando muito cansada... Nesse exato momento, estou matando aula. Por vagabundice? Não. Por achar mais produtivo estar fora da aula.
         Eu tenho sérios conflitos com as aulas a tarde, porque eu não consigo me concentrar. Juro que não dá! Não consigo só trabalhar, trabalhar e trabalhar. Não há quase nada na escola que me agrada, pois quase tudo é voltado pro vestibular. Por isso, ir em aulas à tarde significa, pra mim, ficar 4 horas pensando no nada e morrendo de sono, porque é só isso que faço nas aulas à tarde. Não consigo aprender. Sempre estou muito cansada. Além de que TODOS OS ALUNOS ESTÃO CANSADOS. Ou seja, a aula simplesmente não acontece pois todos conversam, brincam, gritam ou fazem guerra de bolinhas de papel.
E aí eu me pergunto: entre ficar aqui no meio dessa baderna e estar em casa estudando, dormindo ou indo ao teatro, não seria melhor a segunda opção?
       Mas não! Sou obrigada a estar na aula porque é a minha obrigação! =/ Os alunos que conseguem se concentrar à tarde (as exceções) é porque nunca se questionaram ou porque estão conformados ou porque lutam por algum sonho.
         Eu, outrora, não estou em nenhuma dessas classificações. Meu sonho não é uma faculdade. Gosto de arte e por mim viveria exclusivamente dela e nada do que eu gostaria de fazer necessita de uma faculdade. Já pensei em virar artista de circo, andar pelo mundo e ser escritora, criar um grupo de teatro e dança de rua, etc... Se acaso tivesse matérias como essas na escola, eu seria a primeira da turma! Mas não! Ando sem rumo. Não sei o que cursar. A faculdade não me instiga e eu não me conformo com a educação brasileira. Consequência: resultados péssimos na escola.
        Eu já sou diferente e sou mais ainda porque não me encaixo em nenhum dos grupos. Não sou responsável, nem vagabunda, nem meio-termo. Eu, na realidade, super me empenho se acaso amo o que estou fazendo. Caso contrário, não faço absolutamente NADA. Mas não por vagabundice ou porque estou "nem aí" e sim porque eu discordo em vários aspéctos da escola.
        Não gosto que me ensinem coisas para o vestibular. Gosto de aprender por aprender e a consequência é o vestibular. Por conta disso, não consigo me interessar pelas aulas, logo acabo tendo que estudar por conta própria. Contudo, eu não tenho tempo pra estudar! E o que acaba acontecendo? Eu fico atolada de coisas para fazer. =/
        Além disso, há muita pressão. E eu não faço trabalho sob pressão. Odeio que me digam o que tenho que fazer e como devo me portar. Gosto de pessoas que me dão motivos de modo racional e não que me obriguem. Obrigar-me a fazer algo é me prender em um mar de reflexões e pensamentos que não se acabam mais. Sou uma pessoa que precisa MUITO de liberdade. Gosto de ser eu quem toma as decisões e por isso quando estou num lugar repleto de regras, o que tendo a fazer é burlá-las.
        Mas, ao contrário de muitos, não fãço isso por pura rebeldia. Há aqueles alunos que matam aulas e não fazem nada, porque realmente não estão nem aí pra nada ou porque ainda não caiu a ficha da vida real. Eu já não. Tenho noção do que seja a vida e sei perfeitamente o que me pedem. A diferença é que a minha necessidade exacerbada de arte e fazer o que eu gosto me instigam a matar aula para fazer o que eu gosto, como por exemplo, estar escrevendo aqui algo que me sufoca.
      Contudo, nem sempre faço isso. às vezes vou ao museu; às vezes vou ao cinema; às vezes vou na Livraria e leio alguns livros. E é bom! MUITO BOM! Aprendo muito mais do que em uma sala de aula. A questão é que eu não aguento mais ser a plateia. Quero fazer, sabe? Fazer coisas! Criar projetos, dar palestras, fazer peças  e não ESTUDAR PRO VESTIBULAR, PORRA!

TO CANSADDDDDDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Cansada de ser ninguém!



Estou presa...
Estou presa...
Estou presa...

Na vida, no mundo e na minha própria alma!

Sim, eu sou ninguém e minha paciência já está se esgotando nesse mundo. Toda vez que costumo me sentir assim, digo com certa maldade, que Deus não é perfeito, pois ao me criar, cometeu seu primeiro pecado e para se salvar deveria provocar a minha morte.
Ta, eu sei, é um tanto pesado e fala sobre certas questões que não são do meu alcance. Mas isso não importa. Quando se entra em um certo estágio de depressão, você nem liga mais pra nada nessa vida. FODA-SE O MUNDO!

É bem isso mesmo. Acho que na verdade o que me falta é liberdade. Me sinto presa na escola, na vida. Me sinto presa dentro de mim. Não sou quem eu sou. Ninguém me enxerga como sou. E isso me irrita e causa uma profundia angústia.

Tenho tanto a dizer e a falar, mas não há quem ouça! E não porque não haja pessoas e sim porque eu não sei como abordar o que eu quero da forma como quero. Eu amo refletir e analisar sobre o mundo, mas como vou falar isso? Com quem vou trocar essas ideias?

Vou chegar num meio de uma conversa de meninas ou meninos e dizer: "Querem ouvir minhas análises sobre a sociedade?''

Não é conveniente! E é justo por isso que eu me calo. Sim, eu me calo, pois não tenho assunto com as pessoas. Se a conversa não é sobre arte ou outras reflexões eu não sei o que dizer, até porque não tenho vida e por consequência, experiências em comum para compartilhar.

É um saco. Porque isso faz com que eu seja a doce menina quieta e santa que é educada e certamente vai passar no vestibular. Não sei como! Minhas notas são péssimas e as porras dos professores não são nem capazes de enxergar isso, porque criam esteriótipos sobre as pessoas.

Só porque eu não bagunço na aula ou respeito eles, não significa que sou estudiosa. Mas não! NINGUÉM ENXERGA ISSO, PORRA!

Também me acham magrinha, mas EU NÃO SOU MAGRINHA, CACETE! Não sou nada do que os outros dizem que sou. E é por isso que eu me considero um nada! Porque nada do que eu sou para os outros é verdadeiro.

Não sei como me expressar e por consequência me calo. E quando me calo, as pessoas me generalizam e chegam a brilhante conclusão que sou "quieta, meiga e educada."

No entanto EU NÃO SOU ISSO! Só não estou no lugar adequado! Já vivi tanta coisa, já presenciei diversos fatos e conheci mulhões de pessoas. Tudo o que eu queria agora era ser ouvida e não mais ouvir. Queria poder me expressar de algum modo. MAS NINGUÉM ME DA ESPAÇOOOOO!

CARALHOOO, EU PRECISO SER EU! To com saudades de sentir eu mesma! Preciso fugir desse lugar, fugir para um lugar distante! Cansei de ouvir, de entender, JÁ DEU!

Cansei de ser o que não sou. Sou inútil. Pelo menos ando inútil para o mundo.

Estou presa...
Estou presa...
Estou presa...

Na vida, no mundo e na minha própria alma!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Uma mulher ainda não desvendada!



Sabe de uma coisa? Ás vezes sinto que não há homens que me entendam e que saibam me descrever...

Já há algum tempo, no teatro, tivemos de ler a peça "A Serpente", de Nelson Rodrigues e... sabe de uma coisa? Por mais que seja eu tenha gostado muito e que o enredo seja completamente instigante, complexo e forte, sinto que é algo muito fora da minha realidade. Deixo explicar melhor: pra mim, Nelson Rodrigues só sabe explicar um único tipo de mulher: a sensual, a sedutora inteligente ou a que arquiteta planos malígnos através de sua beleza. Se for pra analisar bem, os três tipos são a mesma mulher, revestida de personagens e classes sociais distintas.

Seus textos fazem muito referência ao sexo (fato que eu não vejo o menor problema) e também sobre mulheres sedutoras. Mas não há textos deles que falem sobre mulheres alternativas, rockeiras, loucas ou algo do tipo. Quer dizer, ter, têm, mas é sempre numa linha ligada a sensualidade... O que eu vejo nas mulheres dele, é algo muito verídico e bem complexo de entender, mas que está longe de se comparar a mim.

Não sou como suas mulheres, pois não sei fazer jogos de sedução, definitivamente. O ato de conquistar e fazer belas declarações de amor me atraem muito mais do que "seduzir" . E não que eu tenha algo contra a sedução. De maneira NENHUMA! Tenho um amiga que a faz muito bem e é ÍNCRÍVEL como os homens caem em seus jogos do jeito que ela planejava. E ainda ela dá o troco final, sem que isso fira a pessoa por completo. Isso sempre com um intuito de "mudar a cabeça dos homens". E, por incrível que pareça, ela consegue! É INSANO!

E é disso que eu falo: dessas mulheres, os homens sabem falar...

Mas eu? Não. Eu não tenho essa capacidade de persuasão... Sei persuadir, mas não por meio da sedução. Minha forma de persuadir é através da racionalização das minha ideias. Até porque eu acho que convencer por meio da sedução é uma "mudança iludida". Você não mudou de fato a cabeça do ser; só fez um negócio, que poderá dar frutos ou não, se é que ficou claro. Há um interesse de ambos aí, pois enquanto um quer desfrutar de seu corpo e beleza, a outra quer fazer um jogo com suas ideias, brincar...

Essa minha amiga não é puta e nem já fez sexo ou algo do tipo. Aliás, ela quase nem ficou com meninos direito, mas todos pensam diferente... Seu modo de agir, seus olhos verdes de gato e sua postura mostram algo que é incrivelmente sedutor para os homens. Fico PASMA! Eu não tenho essa capacidade; não nasci com esse dom. Mas cá entre nós, AINDA BEM. O que seria do mundo, se todos tivessem as mesmas aptidões? Um caos...

Mas continuemos. O segundo fato é que sou MUITO ÓBVIA! Eu não sou do tipo de mulher que esconde algo que sente ou que faz "cu doce". Se quero, eu quero; se eu não quero, não insista, porque eu falo a verdade. Não sei dizer "Não quero teu beijo", quando na verdade quero. Daí você vai se perguntar: "E suas encenações sublimes?" e "E seus personagens que de tão reais fazem parte de tua personalidade?". Sim, eu possuo tudo isso, mas não quando meu intuito é estabelecer um canal de "sedução". Aliás, esse segundo item está bem relacionado com o primeiro, porque eu simplesmente NÃO SEI SEDUZIR!

Mulheres quando fazem "cu doce", tem um jeito todo especial ao dizê-lo. É intencional, é pra provocar o desejo alheio. Elas querem, mas se fingem de vítima!!! Já eu, não! Se, por um acaso eu tentar dizer um não e na verdade quero, vai sair tão real e tão sincero, que o homem vai desistir na mesma hora! Sou crua nesse aspecto. Não sou feita pra ser conquistada e sim, conquistar. Estranho isso, mas é a mais pura verdade. Eu que conquisto os outros com o meu jeito e não o oposto. E se por um acaso sou seduzida por um ser, é sempre pela sua ideologia ou pelo seu modo de agir... Ou seja, A PESSOA NÃO TINHA O INTUITO DE ME SEDUZIR, simples!

Exemplos clássicos são professores. Sou altamente conquistas por eles. No entanto isso ocorre com mulheres, pássaros, vento, mar e tudo que eu considerar belo. Pode ser uma formiga, um botão de uma rosa prestes a nascer ou mesmo um grande homem corajoso. NÃO IMPORTA! È por isso que sou seduzida! Com um detalhe: nunca há sentido sexual nisso!

O sentido sexual vem necessariamente do amor. É incrível isso! Nunca consigo desejar alguém no sentido carnal, se eu não gosto. Eu preciso da fato amar, idolatrar ou simplesmente achá-lo interessante. E é aí sim que eu sou intensa e desejo loucamente o sexo. Mas SÓ SE HÁ AMOR! E isso está longe de ser uma regra que eu quero que as pessoas sigam! Fora disso! Isso é o que EU sinto! Cada um que descubra sua forma...

E mesmo no sexo eu também gosto de conquistar. Sim CONQUISTAR! O jetinho, o olhar da pessoa e tudo mais. Seilá, sou bem mais homem, segundo a definição dos próprios homens.

O que mais? SEMPRE ME IDENTIFICO COM HOMENS! E não porque seja lésbica. Longe disso! E não que tenha algum preconceito. De maneira nenhuma! Acontece, que ao ler histórias e contos, eu sempre me identifico com HOMENS! Modo de agir, modo de pensar, etc...

É claro que, nisso tudo, há todo um aspecto histórico que envolve o machismo que sofríamos e ainda sofremos pela sociedade! É claro.. É claro... E é por isso mesmo que eu digo: NÃO SOU UMA MULHER PARECIDA COM A IMAGEM QUE OS HOMENS TEM DE UMA MULHER!
Por exemplo, NÃO HÁ registros de mulheres filósofas. Por que? A resposta já sabemos, não precisa ser dita.
Acontece que na atualidade há, eu =p! E eu me identifico MIL VEZES mais com Sócrates do que a mulherzinha sensual da esquina.

Leio romances de apaixonados e eu sempre sou o apaixonado platonicamente; não "o amor platônico".
Vejo revoluções, assisto filmes e quase sempre sou o HOMEM! Perceba que há o "quase" bem ressaltado. Sim, porque há muitas exceções... Mas falemos do geral:
Sabe Moulain Rouge? Já assistiiram? Então, sou IGUAL ao cara que é escritor, igualzinha!!!
Sou muuuito Romeu e me apaixonei pelo Victor Frankstein e pelo monstro de Mary Shalley. E Werther, então?
O que me dizer desses caras? Sâo eu!!! PURAMENTE EU!
Em seu modo de agir, em sua eloquência exacerbada, em seus sentimentos...

Li uma vez o Noviço de Martins Penna e me identifiquei MUITO com o Carlos. Lembro-me que empolguei tanto com uma fala que ele critica a sociedade por "definir papéis e não deixar cada um seguir sua própria vocação" que a encenei de forma brilhante.
Dom Casmurro, o mesmo. Sou Bentinho! Muito mais do que Capitu! Incomparavelmente mais parecida com ele do que com Capitu!

O que masi? Não me encanto por pequenas coisas. Se gosto, eu amo; e seu eu não gosto, abomino. Por isso eu nunca me encanto com bilhetinhos de amor ou frases feitas como: "Ai como é belo o casamento!". NÃO, NÃO e NÃO!

Para exemplificar, vou dar um típico exemplo da minha sala:

"Uma aluna perguntou ao professor: "Você estava passeado com a sua mulher na Paulista? Eu os vi... Estavam tão lindos.."
E todas as meninas suspiraram "Ahhhh" ou "Ounnn" de tipo "que fofinho"...
Eu já não! Achei a coisa mais normal do mundo sair pela Av. PAulista com a esposa. Grande coisa! Namorados fazem isso mesmo, não é?
Não vi graça alguma e fui a única menina da sala a não achar "fofinho".

No entanto, penso que, se essa tal menina descrevesse essa mesma cena, contando que o olhar dela ia de encontro aos dele, que seus corpos entrelaçavam-se afetuosamente e que ao vê-los o seu dia ficou melhor, eu realmente teria olhada para ela com admiração e me emocionaria a ponto de alegrar-se.

E aí que eu percebi que é o "COMO" e não o "O QUE". Fatos iguais podem ser narrados com profundezas diferentes. E eu sou muito mais influenciada e tocada pelo como se conta do que pelo o que se conta. Não me importa se a história seja a mais banal e tola possível. Se o como seja tão intenso e profundo, ele pode substituir mil e umas histórias super criativas contadas de um modo banal!

E o que isso tem a ver? Tem a ver que, por mais profunda e complexa que eu seja, eu não me emociono fácil. Precisa ser algo incrível pra conseguir tirar o meu fôlego e me fazer suspirar. Não é qualquer pessoa ou qualquer ato que me fará feliz. E isso se destoa da maior parte das mulheres que choram por seus namorados, são "sensíveis, oh meu Deus, que DÓ"! Sim, isso bem irônico, pois dó eu não tenho nenhuma e eu acho elas (as meninas) umas grandes babacas. São bobas, coitadas! OS meninos pregam cada uma nelas e elas são tão estúpidas que caem em qualquer uma. Tudo isso por conta da sua "fragilidade" e "sensibilidade". =/

Uma vez, lembro-me que eu vi a cena de amigas consolando uma outra, por ter sido traída pelo namorado. E eu me perguntei: "Será que isso não era tão óbvio assim?" E não! Não era! Porque sou eu quem analisa o mundo e não a "maioria das pessoas". Se analisassem,  perceberiam que tal atitude é ÓBVIA - visto a personalidade do garoto e a ingenuidade da garota! Mas tudo isso era puramente dedução e MINHA, só MINHA! Nunca vi nada de anormal ou uma suspeita. Pura análise de comportamento humano e por isso, obviamente, não me choquei! =/

Nem triste mesmo fiquei. Fui tão fria e sórdida que até vi muita graça na cena da garota chorando. Sim, é algo bem maléfico, eu sei, mas foi o que aconteceu. Mas por que essa frieza nos sentimentos? Porque seu caso amoroso era PURAMENTE ÓBVIO E PREVISTO!=/

Contudo, há namoros e casais que me encantam. Sim, eles me emocionam e eu torço tanto pra dar certo, que quase pareço estar sendo a namorada, em vez de uma simples "platéia".
Nessas horas, sou altamente profunda e sentimental. Sou louca, desesperada e intensa. Aí de quando o meu amor for retribuído. Aí!!
Meus sentimentos são muito explosivos e: ou sou fria, ou sou quente, meio termo não dá! Não com meus sentimentos!

Mas e aí? E a questão da mulher? Apesar de que essa intensidade seja algo muito mais de pessoa por pessoa, homens não se "iludem fácil". Quando a coisa é superficial, eles são bem superficiais mesmo. Comem todas, traem e fazem milhões de travessuras. No entanto, se o homem (macho propriamente dito) ama, ele é louco a tal ponto de desperdiçar sua própria vida e viver exclusivamente de tal paixão. Se é algo de extrema profundidade, homens se chocam e se emocionam. Já mulheres, se emocionam com tudo, sejam assuntos bobos ou profundos...

Pode parecer bem machista esse meu comentário, mas não é. E não me refiro a todos os públicos. Essa observação foi feita somente com base na minha série de colegial de São Paulo, apesar de ser muito bem colocada em outras ocasiões.

Sei muito bem que há mulheres e mulheres, da mesma forma, que há homens e homens... Mas acontece, que parece que NÃO HÁ HOMENS QUE DESCREVAM MULHERES COMO EU! Entende?

É difícil encontrar personagens mulheres que não sejam marcadas pela sensualidade. Por mais belos que sejam elogios que os homens fazem à elas, em seus livros sempre há personagens marcadas pela "sensibilidade, "colo de mãe" ou "sensual".

Lembro-me de vários personagens femininas que dominam os homens e que conseguem obter poder. Mas é sempre pelo que? Olhar, seios belos, voz suave, mãos macias... Somente isso! E eu não me encaixo com nenhuma das classificações. Sou bem menina ainda, perto dessas "mulheres". Quem sabe, se quando crescer, posso mudar, heim? Mas não quero mudar, gosto muito da "minha mulher". É alternativa e ainda desconhecida pelos homens.

Mas há uma pessoa que conseguiu falar minha alma de mulher! E sabe quem é ela? Rita Lee! Sim, exatamente ela! Ela é um ser completamente apaixonada por mulheres! Meu pai é fã dela e comprou um DVD, gravado recentemente, em que ela conta sobre sua vida e é MUITO legal, pois ela fala das mulheres loucas, revolucionárias, sensuais e sai daquela coisa de "mistério feminino", "mãe sensível" e aqueles tremendos clichês, que tanto me incomodam!

Chico Buarque também superou minhas expectativas. Há músicas em que ele realmente entende o "outro lado", o lado "fora da sensualidade" e isso é bem legal! A própria Julieta de Shakespeare é uma menina que eu gosto pra caramba! Ela não é sonsa e iludida; e sim intensa e ousada! Me identifiquei MUITO com ela! Tanto que há no livro uma passagem que ela diz pro Romeu que seu comportamento pode parecer um tanto quanto precipitado e meio atirado, pois ela não é como as "outras" que fazem "cu doce".

E isso foi muito EU! Também não faria... Se tivesse um Romeu na minha vida, falaria tudo o que desse e viesse, sem me preocupar com as consequências... Julieta é uma menina alternativa, maluca, sonhadora e intensa. É uma personagem feminina bem retratada por Shakespeare.

O que mais? Só pra finalizar, vou dar outro exemplo da minha "não feminilidade"
Meninos e até mesmo alguns homens adoram encher o saco das meninas com coisas bestas. Pegar uma caneta, contar uma piada, riscar sua carteira... sempre com o intuito de irritar. No entanto, o efeito do ato proposto nunca ocorre comigo, pois eu nunca me irrito.
Lembro-me que meu professor de física do ano passado, sempre brincava com as meninas quando as via comendo escondido na aula, dizendo:

- “Vão ficar todas umas bolinhas!”

E nossa, elas ficavam muito bravas  e se sentiam muito culpadas.. Eu? Se um cara me falasse que eu engordaria, daria risada e continuaria comendo... haaha

Quer outro exemplo? Um amigo meu tava brincando com um spray de hortelã, quando, sem querer jogou em mim. Começou a dar tanta risada...

Já eu, fiquei com o cabelo todo melado, contudo não fiz nada e me mantive calma e quieta. A partir desse momento, ele sempre me ameaçava jogar o spray de novo em mim. Mas eu só ria, não fazia nenhum outro gesto e nem me recuava, pois sabia perfeitamente que ele não jogaria o spray. Mas logo pensei: uma menina comum teria exclamado: "Eca, grudou no meu cabelo!" e ficaria toda estressadinha e revoltada. Isso causaria um tumulto e logo uma conversa. Poderiam se tornar amigos e o garoto continuaria a fazer brincadeiras com a menina, pois saberia muito bem que ela entraria na dele.

Já observei muitos casos assim... Mas eu? Sou uma PAMONHA! E não por idiotice, mas é que eu realmente não me incomodo se um cara diz joga um papelzinho em mim ou risca o meu caderno de brincadeira... Conclusão disso: os meninos simplesmente não sabem como falar comigo, como se socializar. Nunca conseguem conectar um diálogo, justamente porque eu sou completamente fora do padrão de mulheres que eles costumam conviver...

Há outro exemplo, que também remete a sexualidade. Sou crua em meus atos. Não me maqueio, nem penteio direito o cabelo e mais do que isso, meus atos são simplesmente atos.
Observo a Camilla - a menina mais cobiçada da série - e ela por sua vez, é o oposto de mim:  
cada ato, é o ato. Irei explicar melhor...

Eu, como uma boa analisadora e livres de influências de "me apaixonar por mulheres", consigo perceber bem  que acontece. Ela é uma boa menina. Sim, boa e não tem nada de falsa. Não é filósofa como eu, mas gosta muito de arte e é sensível a ponto de sempre perguntar se estou bem ou não. Conversamos às vezes na aula. Ela é bem legal, gosto muito dela e super dá pra aprofundar alguns temas mais profundos com ela. Tira grandes notas e é também uma pessoa interessada... E o que tem ela?

Ela não e só uma garota, ela é A GAROTA! Cada gesto que ela faz é "o gesto". Percebo claramente o modo de ajeitar sua blusa. Ela ajeita com uma tremenda delicadeza e balança os cabelos com tamanha sensualidade. Sua voz é suave e envolvente e seu sorriso é realmente contagiante. Por mais que pense como as outras meninas, cada gesto é único e exclusivo seu. Ninguém senta como Camilla ou se pentea como ela. Nenhuma chegada na sala causa mais impacto que a dela. E sim, os meninos a acham inteligente, simpática e, mais do que tudo, a consideram especial.

Os meninos a idolatram e se apaixonam por cada passada que suas pernas torneadas dão. Analisam cautelosamente seu corpo e para eles não há nada tão belo... E tudo isso numa completa sensualidade, que eu tenho comigo, que é proposital! Mas não há nada de errado com isso! Não vejo problema nisso. Só quero mostrar, que o jeito como ela se porta influencia muito mais do que sua aparência em si.

Analisando de modo mais racional e comparando com o "padrão" da sociedade atual, eu to bem mais na moda do que ela. E isso não algo invejoso, é uma observação gritante que, qualquer um que não pertença àquela escola percebe. Ela não é magra e tem muita barriga. Também tem pernas cheias de celulite e estrias. Seu cabelo é artificial e não possuí absolutamente nada de peito.

Parando pra me observar, percebo que meu corpo ta mais no "padrão". Não tenho barriga, meios seios são relativamente grandes e tenho uma bunda relativa com pernas completamente livres de estrias. Se o que as revistas da moda falassem acontecessem na prática e o que a TV dissesse fosse verdade, eu seria a "gostosona do momento". No entanto, sou completamente indiferente na sala, porque meus olhos são retraídos e calculistas e meu comportamento é muito analisador. Sou bem indiferente na visão dos homens, bem mesmo! Não tenho magia em meu ser que desperte nos homens uma vontade de me conhecer. Mas fazer o que? Esse é o MEU JEITO! E sinceramente? Eu AMO ele! Essa sou eu e pretendo continuar sendo...

O que peço à que vocês, homens, futuros novos escritores e artistas, é que retratassem mulheres como eu e muitas outras que não se encaixam com os padrões:

"sensual", "sensível" ou "colo de mãe"

Afinal eu também existo e não sou lésbica!!!

terça-feira, 10 de maio de 2011

A contraditória!

OBS: é a quinta vez que entro pra postar algo e por conta do sono, não conluo. Mas dessa vez resolvi postar o que tinha mesmo. Deu nisso aí:

Sim, eu sou um tanto contraditória! Mas não de propósito, mas sim por traumas de minha vida.

Não vivo criticando os racionais? Não xingo aqueles que se esquecem de se arriscar e sentir a vida?
Pois, eu sou um desses seres criticados. Odeio racionais, mas eu sou completamente racional. Dou lógica a tudo e penso MUITO antes de agir. É certo que não sou racional do jeito que critico, mas QUANTAS VEZES, de tanto pensar acabei por não fazer algo por medo de errar ou por medo de não dar certo?
Sim, eu sou covarde e racionalizo deeeeemaaaais as coisas, o que é ótimo, quanto feito na medida. Mas no meu caso é algo exacerbado e que muito me atrapalha em certas situações.

Um exemplo é o teatro! ... depois continuo, to com sono, mas eu concluo depois!

segunda-feira, 28 de março de 2011

O novo Conto de Escola




Hoje o começo da aula foi bom. Vimos um documentário sobre plantas LINDO! Ou melhor, MAGNÍFICO! De se emocionar!!! Como um dos assuntos que estamos vendo é o reino vegetal e a prova bimestral contém esse assunto, o professor resolveu nos mostrar um filme, que muito me interessou e muito me emocionou, não por meio de lágrimas, mas por sensações que me iquietavam a mente.

Logo depois veio a aula de literatura e por sorte (ou azar) duas delas seguidas uma da outra. Sorte pois eu amo a aula de literatura e azar se refere ao fato de que tendo duas aulas no mesmo dia, demora mais a chegar a próxima aula, visto que temos apenas aulas segundas e sextas. Caso tivéssemos apenas uma aula na segunda, os dias prazerosos seriam maior em número, mas em em intensidade, se é que me entende. No entanto, entre a intensidade e o número, nesse caso, eu prefiro o número e portanto, ficaria muito mais feliz se tivéssemos aulas nas segundas, quartas e sextas, por exemplo, do que apenas duas na segunda e uma na sexta. 

Dessa vez, o professor leu outros dois contos de Machado de Assis. O primeiro não me recordo o nome, mas do segundo eu lembro e chama-se Conto de Escola. Eu já havia lido há um tempo atrás e lembro-me que eu tinha adorado e tinhe muito me identificado com o protagonista em alguns aspéctos. Na época em que li, eu estava no auge dos meus 12, 13 anos, tempo em que eu era uma ótima aluna e tirava excelentes notas, mas não estudava muito. Era vagabunda e não levava a sério a escola. Preferia sonhar ao invés de estudar para restringir meu futuro no que me propunham ser o melhor. No entanto, minha fama nunca condisse com minha real personalidade e por isso podia fazer o que bem entendesse na escola que os professores continuavam me achando santa.

Sim, eu era um tanto corrupta. Mas não de propósito e sim por causa da ridícula visão das pessoas que generalizam os fatos e acham que uma vez quieta e educada, logo boa aluna. "Análise mais superficial!" tenho como resposta a precipitada conclusão.

Por isso a corrupção de "fingir ser o que não era", nunca foi causada por mim mesma e sim por uma visão de pessoas que não sabiam enxergar o que estava por trás do meu olhar penetrante, ao analisar os passos, a voz e os variados gestos dos meus professores.

No entanto, eu era honesta; sempre fui. Se a acaso me perguntassem se eu tinha estudado ou se tinha feito algo de errado, eu não negava e exemplificava o caso perfeitamente. Isso, outrora, fazia com que os professores desesperançados com a turma, me achassem tão belo exemplo que me confiavam a vida deles, se fora preciso. E, eu, percebendo isso, não os decepcionava e cumpria minha palavra de veracidade e honestidade. Por isso, sempre que me confiavam uma missão, eu a fazia com a mais pura e fiel dedicação.
Nisso eu sou diferente do protagonista do conto. No entanto, o fato de ele olhar para o céu azul e ver um mundo lá fora que podia ser explorado e olhar para a sala e achar aquilo de tamanho tédio, é simplesmente eu, encarnado de menino
.
Seu tédio para com a escola exemplifica o meu e sua distração pelo céu, a música e árvores do lado de fora, são as minhas, ao me ver presa naquele ambiente chamado E.S.C.O.LA!

Me sinto presa aqui, sem poder explorar, sem poder sentir o que de fato é a vida. Sinto-me presa pra cantar e fazer o que eu gosto. Minha vida se resume a obrigações e tão pouco divertimento e prazer. E, se acaso tenho prazer, ele é compartilhado com o meu próprio eu, tão solitário ele é de companhias que os entende.
Só eu senti um imenso prazer ao ver as árvores tão belas e exuberantes do filme de plantas. Só eu sonhei com uma volta do Pantanal, só eu imagino-me viajando por lugares diversos e conhecndo culturas diversas...
Os outros? Em namorados, ficantes, perder a virgindade, sexo, drogas, ptoblemas, família ou bvestibular. Assuntos, que pra mim são completamente entediantes! =/
Seilá, quero liberdade, de verdade! Quero concretizar o meu imaginário e não só ficar na teoria. Já enjuei de teoriaaaaaaaaaaaaaaaaa
QUERO VIDA, LIBERDADE, INTENSIDADE!

. Desculpa se ficou erros, não vai dar tempo de revisa